Li até a página 100 e… (1) Desperte seu Gigante Interior, de Anthony Robbins

28 jun

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Olá galera!

Já faz algum tempo que eu quero retornar com os posts literários aqui no blog (último foi a resenha do livro Delírios de Consumo de Becky Bloom), porém eu estava sem ideias e lendo pouquíssimo para conseguir produzir novas resenhas (foco, cadê você?).

Então, quando eu estava lá cabisbaixa, a luz no fim do túnel apareceu para mim e, entre um clique e outro, encontrei o blog Estante Lotada e a TAG Li até a página 100! Achei super legal a ideia, e resolvi começar logo!

desperte-seu-gigante-interior-210x300Compre: SaraivaCultura

Primeira frase da página 100:

“O outro fator é o número de referências que temos — é evidente, quanto mais experiências de referência apoiam uma ideia, mais forte se tornará sua convicção.”

Do que se trata o livro?

O autor é o maior especialista em neurolinguística do mundo e neste livro ele apresenta a teoria de que todos nós temos uma força interior que podemos usar para mudar ou aperfeiçoar qualquer área da nossa vida, começando pela substituição de convicções e crenças limitantes por outras mais libertadoras. E com exemplos ele tenta ensinar o leitor a aplicar essas teorias em sua vida.

O que está achando até agora?

Estou gostando e concordo com vários aspectos da teoria pois já a comprovei em mim mesma. No entanto, como ainda estou no início (o livro tem 664 páginas e estou na 130), estou com a sensação de “bom demais para ser verdade”. Estou um pouco cética, evitando criar muitas expectativas por enquanto.

O que está achando da personagem principal?

Como não há personagem principal neste livro, falarei um pouco do que estou achando do autor. Ele com certeza é uma pessoa bem renomada em sua área e estou gostando da maneira com a qual ele conduz a leitura, aproveitando bem todos os exemplos para embasar sua teoria.

Melhor quote até agora:

“Acredito que a vida é como um rio, e que a maioria das criaturas salta no rio da vida sem ter decidido onde quer chegar. Assim, logo são apanhadas pela correnteza: dos acontecimentos, dos medos, dos desafios. Quando chegam a bifurcações, não decidem conscientemente para onde querem ir, ou qual a direção certa em seu caso. Apenas “seguem o fluxo”. Tornam-se uma parte da massa de gente que se deixa dirigir pelo ambiente, e não por seus próprios valores.” 

Vai continuar lendo?

Sim, porém no ritmo que estou lendo vai demorar um século até eu chegar ao final! Estou ansiosa para testar as dicas do livro na minha vida.

Última frase da página:

“O que a maioria das pessoas não sabe é que Bill Gates, o co-fundador dessa companhia, não era apenas algum gênio que deu sorte, mas uma pessoa que entrou em ação sem quaisquer referências para apoiar sua convicção.”

OBS: Estou lendo a versão antiga em PDF, disponibilizada online, enquanto o meu livro físico não chega. Portanto, pode haver divergências aí quanto a página 100.

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  • Vídeo: Feito é melhor que perfeito

    28 maio

    Feito-melhor-perfeito

    Olá galera!

    Hoje a conversa é em vídeo, e da maneira mais bem humorada (e mais bem intencionada) possível, eu tentei passar um pouco para vocês o que penso sobre o perfeccionismo e sobre quem vive sendo mordido pelo bichinho da perfeição.

    Muita gente acha que realmente é possível fazer algo universalmente perfeito (e os diferentes pontos de vista, gente?), e levanta a bandeira do “sou perfeccionista” na lista das qualidades, para mostrar o quanto é proativo e eficiente. Mas será que na prática é tão bom assim querer tudo perfeito? Será que dá pra ser sempre assim?

    Se por acaso a crise do perfeccionismo vive te perturbando e te fazendo refazer várias vezes a mesma coisa, se ela te deixa estressado e frustrado e te faz acreditar que nada nunca está bom o suficiente… bem, acho melhor você assistir o vídeo aí embaixo, tá?

    O vídeo pode não estar perfeito, mas vai que ele te ajuda mesmo assim?

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  • Temos apenas um caminho?

    26 abr

    temos-um-caminho

    Muitos de nós cresceu com a ideia de que temos que, em algum momento, decidir quem somos e o que queremos fazer com as nossas vidas. Isso vem lá dos nossos pais e avós, que esperam pelo dia em que vamos crescer e “tomar jeito”, significando que deixaremos as descobertas de lado e escolheremos um caminho a seguir. E que morreremos com essa escolha.

    Você pensa ou já pensou assim, acertei? Pois eu também.

    Hoje, quanto mais conheço o mundo, as pessoas e a mim mesma, vejo o número infinito e crescente de coisas que são capazes de me deixar feliz. Vejo que existe mais de um caminho para mim. A cada ano invento atividades novas, me deparo com outras que gostaria de experimentar e conhecer, e assim acabo descobrindo talentos (ou inclinações) que eu nem imaginava possuir.

    E isso é extremamente confuso para a minha cabeça, que é BEM sistemática e não dá conta de tudo o que eu faço, quero ou gostaria de fazer. Eu ainda tento, inutilmente, me encaixar em algum modelo de vida e tenho que me cuidar para não me definir de maneira breve, quando a minha personalidade é múltipla.

    Explico melhor: na infância, eu adorava inventar histórias, me arrumar e dançar sozinha. Adorava música e cantar. Na adolescência comecei a gostar de inglês e espanhol, de ler, e de usar o computador. Todas as horas disponíveis do meu dia eram destinadas ao inglês, ou à informática. Além disso, gostava de ensinar (no sentido de ajudar) e da rotina escolar, então no início da vida adulta cometi o erro de tentar me definir por uma única palavra: professora.

    Foi aí que as coisas desandaram. Eu já era adulta, tinha que “dar jeito” na minha vida e abandonar aquelas diversões infantis. Escolher meu caminho. Certo? As leituras, as escritas, as músicas e a informática agora ficariam em segundo plano. O inglês apenas seria praticado em sala de aula, com o objetivo de ensinar. Isso me trouxe uma tristeza sem tamanho. Eu não queria enterrar todas aquelas habilidades! Elas me fizeram tão feliz um dia! Para engrossar o caldo, me apareceram outras paixões: a tradução, a yoga (e tudo que compõe o bem estar físico e mental) a organização pessoal, o empreendedorismo, a filosofia e a psicologia. Me apaixonei por gatos. Até a matemática que fora o meu terror no Ensino Médio pareceu ficar menos demoníaca.

    Então percebi que não dava para ter só um caminho. Eu tinha que mudar minha visão para preservar meu bem-estar físico e emocional. Não era falta de foco, não era coisa de criança, que a gente esquece com o tempo e vira adulto chato. Eu realmente gosto (em níveis diferentes, claro) de tudo o que acabei de listar. Talvez até tenha esquecido de algo. E por isso eu não me encaixo em nenhum molde, não posso me definir por uma profissão que é minha paixão única de toda eternidade, minha missão recebida por ordem divina. Não posso fazer uma só atividade até morrer.

    Tenho mais de uma paixão, missão, profissão, o que seja. Sou múltipla. Acredito que muitas pessoas também sejam assim, mesmo que não percebam ou assumam. Porém não se engane: gerenciar tantos gostos não é moleza. Não podemos fazer tudo ao mesmo tempo. Temos que priorizar em algum momento. Escolher um caminho, uma atividade, mas só por hoje. No dia seguinte a gente faz diferente. Não dá pra se especializar em tudo, nem tudo vira profissão. Não tem problema. É para isso que existe os hobbies.

    E não há nada de errado em ser assim. Se você se identificou comigo, relaxe. Pode ser difícil, mas no final tudo entra nos eixos. Nós vamos encontrar ou fazer nosso próprio caminho. E ainda levaremos todos os nossos talentos na bagagem.

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