Estudar muito vale a pena?

15 out

estudarmuitovaleapena

Post em homenagem ao dia dos professores! Yay! \o/

Olá galera!

Tenho umas perguntinhas e gostaria que vocês me respondessem com sinceridade, mesmo que seja só mentalmente:

Vocês costumam estudar? Vocês gostam de estudar?

Eu sou daquelas que sempre acreditou que os estudos eram o único caminho para ter uma vida boa e razoável e para conseguir um emprego legal, mesmo quando ainda não sabia que emprego era esse nem o que eu gostava de fazer. Sempre estudava para as provas, sempre fazia os deveres de casa e tirava boas notas. E não, na época da escola eu não gostava de estudar. Até onde me lembro eu só gostava de estudar inglês (JURA?).

Ainda me lembro que era comum rotular quem estudava e quem não estudava para as avaliações da escola. Quem tirava notas ‘azuis’ e notas ‘vermelhas’. Eu mesma ficava horrorizada com tais notas vermelhas. Minha família materna é praticamente toda composta de educadores, portanto, eu cresci temendo a recuperação e achando que estudar era minha obrigação. Ir para a sala da direção e levar notificação para casa era quase uma sentença de morte.

Ao mesmo tempo, eu não me matava de estudar. Acho que eu era boa aluna apenas porque também era cagona (ainda sou! #chora) e porque aprendia rápido.

Somente no final da faculdade foi que eu comecei a gostar de estudar. Uma professora de Sintaxe me fez perceber porque eu estava ali, naquela sala de universidade e porque eu queria continuar ali e me formar. Até então eu era como muitos outros: eu estudava porque me diziam que era bom, e não porque fazia sentido na minha vida e para as minhas metas. Em outras palavras, eu estudava por estudar.

Oras, até os 21 anos minhas metas se resumiam ao que eu ia postar no Orkut (RIP).

E aí eu me formei e me tornei professora (e outras coisas também). Infelizmente comecei a ver um descaso e um desleixo com o universo escolar que eu desconhecia. A coisa tinha evoluído em alguns graus e/ou eu apenas não tinha percebido ainda. Ninguém fazia as tarefas e nem se importava em trazer o material para as aulas. Pouco se presta atenção às aulas, e as distrações são muito mais numerosas do que há 10, 15 anos. #estouvelhamesmo Notas próximas a zero ou mesmo a reprovação deixaram de ser motivos para alarme. Eles simplesmente dão de ombros e esquecem o assunto.

Já ouvi um aluno dizer que ele nem pretende entrar em uma faculdade, pois vai tentar ser jogador de futebol ou o pai vai arranjar um cargo para ele em algum lugar, e aí ele nunca mais vai precisar estudar na vida. Como se fosse um fardo.

Aí eu me pergunto: de onde será que vem essa postura? Será que é falta de estímulo em casa, educação ou imaturidade? Essa “evolução” no tempo mais me parece uma regressão se comparada ao meu Ensino Fundamental. Acredito que muitas dessas crianças a quem dou acompanhamento escolar são privilegiadas e ainda não conhecem “a vida real”. Todos estudam em escolas particulares, viajam, estão acostumados a andar de carro e têm celulares modernos.

A situação se agrava com a explosão de empregos flexíveis e “fáceis” dos últimos anos. A maioria dos adolescentes está bem por dentro das redes sociais e acompanham várias personalidades (jovens como eles) faturando com internet e postergando os estudos. Que mensagem isso envia? Não é preciso concluir os estudos para ganhar muito dinheiro. Quero dizer, eu também consumo esses materiais digitais e tenho consciência que produzir conteúdo para a rede dá muito trabalho, no entanto será que os que ainda estão em formação compreendem isso?

Enquanto isso, cá nos bastidores, estou eu sonhando com o dia em que terei mais tempo para estudar, porque gosto e não pretendo parar tão cedo. Não estudo somente pelo diploma, estudo para aprender. Claro que também tenho preguiça, fico desmotivada, porém gosto de aprender coisas novas que chamam a minha atenção. Imagina então o nó na garganta que me dá quando escuto algumas abobrinhas por aí….

Embora ninguém seja obrigado a gostar de estudar, eu ficaria feliz em ter a oportunidade de explicar aos meus alunos que as coisas não são tão simples como eles imaginam, que hoje é raro (e às vezes chato) ficar em um emprego por 30 anos, por exemplo. O mundo está mudando muito rápido e o mesmo acontece com técnicas e cargos. Não há emprego estável e duradouro, e para crescer na profissão (ou no ramo de atividade) é preciso atualização constante. A gente não “termina” de estudar. Não acaba na faculdade, na pós-graduação, ou no mestrado e doutorado.

Aquele Youtuber ou blogueiro irado pode não ter concluído a faculdade, pode não ter a experiência e nem que enfrentar as mesmas dificuldades de quem acorda cedo, trabalha fora e ganha pouco. Todavia ele(a) teve (e tem) que estudar muito sobre equipamentos, fotografia, edição de vídeo, aplicativos e softwares. A gente só vê o produto final e assume que é fácil. E mesmo com todo o estudo e toda a fama, quem garante que ele fará vídeos para a internet a vida toda?

Portanto, para quem não quer estudar mais, para quem espera terminar a escola e nunca mais ver os livros… tenho uma boa e uma má notícia. A má notícia é que para ser um profissional legal, independente da área na qual atue, você precisará estudar muito. Seja formal ou informalmente. Já a boa notícia é que quando você encontra uma atividade que te deixa apaixonado, estudar muito para executá-la faz todo o sentido e vale muito a pena.

Pelo menos essa é a minha opinião.

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  • E quando a ajuda alheia atrapalha? (com 6 lições!)

    1 out

    quando-a-ajuda-atrapalha

    Não sei se é só comigo (suspeito que sim), porém não é raro que outras pessoas tentem me “esmagar”. Vou explicar. Você já esteve rodeado de opiniões alheias sobre um assunto da sua vida (ou na sua vida como um todo) a tal ponto de você não conseguir sequer pensar? Ou ainda: a vontade dos outros já te pareceu mais importante do que a sua? Isso é o que eu chamo de ser “esmagado”.

    Se você não faz ideia do que eu estou falando, você é um sortudo.

    Como sou bem indecisa, muitas das vezes eu mesma procuro minha própria desgraça. Eu peço ajuda quando tenho dúvidas, e aí a bola de neve começa. O último caso ocorreu meses atrás, a respeito do prosseguimento do meu tratamento ortodôntico (para quem não sabe, uso aparelho autoligado estético desde Julho do ano passado). Como eu morro de medo de dentista e seus aparatos, não me achei a pessoa mais confiável neste momento. E comecei a ouvir opinião de quem quisesse me dar. Foram MUITOS pitacos.

    O tempo passou, a hora de decidir chegou e eu ainda e não sabia o que fazer com tantas informações. Estava novamente me sentindo esmagada. Algo não estava certo, sabe? Então aquela luz se acendeu no fundo da minha mente: se eu não estava confortável com todas aquelas sugestões, por que iria eu seguir qualquer uma delas?

    E foi simples assim. Descartei tudo o que tinha ouvido até então e resolvi perguntar a mim mesma o que eu queria fazer, medos e temores à parte.

    Sabe que não foi tão difícil quanto eu imaginava? Muitas vezes o problema só é grande na nossa mente. A partir do momento que tomei a decisão que condizia com o meu eu, o resto foi mais fácil. E de brinde comprovei algumas lições que provavelmente me ajudarão em outros momentos:

    • Por mais que te conheçam, ninguém pode saber (ou adivinhar) tudo o que você precisa. Você é quem vive 24h do dia, todos os dias, sob sua pele e sabe todos os seus medos e sonhos.
    • Medo de errar todos nós temos, porém isso não pode se tornar um impedimento. E daí que sua escolha não for a melhor no final? Não é você que vai assumir as consequências? Melhor que sejam consequências de algo que você quis em vez de fruto da opinião alheia.
    • Às vezes é legal decidir coisas sozinho. Dá sensação de independência.
    • Precisar ou procurar constantemente a aprovação dos outros é se anular. Tira a graça da vida. Só você precisa aceitar a si mesmo.
    • Por mais que não seja uma boa ideia tomar decisões baseadas no medo (fugir, por exemplo), é importante considerar que ele é um dos fatores que compõem sua personalidade. Só adianta querer vencer os medos quando a vontade vem de dentro de você, e não de outra pessoa.
    • Não é legal se sentir “esmagado”. Não é saudável ter medo de expressar-se, mesmo que o que você vá dizer não agrade a todos. Não é saudável ter medo de mostrar quem você é.

    No meu caso, muitas pessoas não ficaram alegres em saber que eu desprezei a opinião delas e segui por outro caminho. Eu fiquei sem jeito, mas tive que permanecer firme. Fui educada, e simplesmente ignorei a insatisfação delas. Infelizmente situações como esta acontecem várias vezes durante a vida (sempre, se sua vida for parecida com a minha), mas a cada vez a gente vai aprendendo e melhorando.

    Para mim a situação teve quase um final feliz (quase porque não teve jeito de evitar do procedimento), mas me conte nos comentários como a experiência foi pra você! Diga-me como você lida com estas situações, ou se nunca passou por algo parecido. Espero que, se (ou quando) você vier a lidar com algo do tipo, minhas lições te ajudem de alguma forma. 😉

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  • Li até a página 100 e… (1) Desperte seu Gigante Interior, de Anthony Robbins

    28 jun

    Pagina100_EstanteLotada

    Olá galera!

    Já faz algum tempo que eu quero retornar com os posts literários aqui no blog (último foi a resenha do livro Delírios de Consumo de Becky Bloom), porém eu estava sem ideias e lendo pouquíssimo para conseguir produzir novas resenhas (foco, cadê você?).

    Então, quando eu estava lá cabisbaixa, a luz no fim do túnel apareceu para mim e, entre um clique e outro, encontrei o blog Estante Lotada e a TAG Li até a página 100! Achei super legal a ideia, e resolvi começar logo!

    desperte-seu-gigante-interior-210x300Compre: SaraivaCultura

    Primeira frase da página 100:

    “O outro fator é o número de referências que temos — é evidente, quanto mais experiências de referência apoiam uma ideia, mais forte se tornará sua convicção.”

    Do que se trata o livro?

    O autor é o maior especialista em neurolinguística do mundo e neste livro ele apresenta a teoria de que todos nós temos uma força interior que podemos usar para mudar ou aperfeiçoar qualquer área da nossa vida, começando pela substituição de convicções e crenças limitantes por outras mais libertadoras. E com exemplos ele tenta ensinar o leitor a aplicar essas teorias em sua vida.

    O que está achando até agora?

    Estou gostando e concordo com vários aspectos da teoria pois já a comprovei em mim mesma. No entanto, como ainda estou no início (o livro tem 664 páginas e estou na 130), estou com a sensação de “bom demais para ser verdade”. Estou um pouco cética, evitando criar muitas expectativas por enquanto.

    O que está achando da personagem principal?

    Como não há personagem principal neste livro, falarei um pouco do que estou achando do autor. Ele com certeza é uma pessoa bem renomada em sua área e estou gostando da maneira com a qual ele conduz a leitura, aproveitando bem todos os exemplos para embasar sua teoria.

    Melhor quote até agora:

    “Acredito que a vida é como um rio, e que a maioria das criaturas salta no rio da vida sem ter decidido onde quer chegar. Assim, logo são apanhadas pela correnteza: dos acontecimentos, dos medos, dos desafios. Quando chegam a bifurcações, não decidem conscientemente para onde querem ir, ou qual a direção certa em seu caso. Apenas “seguem o fluxo”. Tornam-se uma parte da massa de gente que se deixa dirigir pelo ambiente, e não por seus próprios valores.” 

    Vai continuar lendo?

    Sim, porém no ritmo que estou lendo vai demorar um século até eu chegar ao final! Estou ansiosa para testar as dicas do livro na minha vida.

    Última frase da página:

    “O que a maioria das pessoas não sabe é que Bill Gates, o co-fundador dessa companhia, não era apenas algum gênio que deu sorte, mas uma pessoa que entrou em ação sem quaisquer referências para apoiar sua convicção.”

    OBS: Estou lendo a versão antiga em PDF, disponibilizada online, enquanto o meu livro físico não chega. Portanto, pode haver divergências aí quanto a página 100.

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