Eu li: A Identidade da Alma, de Panache Desai

21 set

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“Você percorreu sua trajetória da maneira que tinha que ser, e ela o trouxe até aqui. Agora está na hora de mergulhar em algo maior. Algo mais profundo e mais vasto. Meu maior desejo é que você se torne o amor que você já é e que vivencie esse amor em cada momento da sua vida, deste dia em diante.” (Panache Desai)

O trecho acima foi retirado da primeira orelha do livro. O mestre espiritual Panache Desai faz um trabalho muito interessante com pessoas que precisam se libertar de sofrimentos e de crenças limitantes. Ele é inclusive um dos mais respeitados professores e palestrantes em sua área. E agora, está se lançando como escritor.

Mesmo sem conhecer o cara, eu resolvi arriscar e comprei o livro. Só pela sinopse achei muito interessante. A Identidade da Alma foi lançado aqui no Brasil este ano pela editora Sextante, e promete fazer um “detox emocional” no leitor, uma vez que cada capítulo aborda uma emoção diferente a ser trabalhada. São 33 capítulos divididos em três partes cada um (Manhã, Meio do Dia e Noite), e você deve ler um capítulo por dia, respeitando o horário indicado pelas partes (mas nada impede de ler como quiser).

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Não importa em que estágio da vida você esteja, a proposta do autor é nos ajudar a liberar as emoções negativas que estão acumuladas e/ou mal trabalhadas dentro de nós, e substitui-las por sentimentos de amor e aceitação. Daí vem a ideia de ‘limpeza’, pois durante a leitura do livro fazemos exercícios para canalizar tudo o que está preso e que não nos faz bem, como tristeza, raiva e culpa. Segundo Panache, ao passarmos por este processo, conseguiremos nos conhecer melhor, e entraremos em contato com nossa essência, com a identidade da nossa alma.

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Para mim, a leitura foi muito válida. Sei que muita gente tem preconceito com livros de autoajuda, e eu já fui uma delas. No entanto, hoje eu adoro. Então primeiro você precisa gostar do estilo (ou ter curiosidade pelo menos) para apreciar e até compreender esta obra. Os exercícios que fazemos durante a leitura são excelentes, mas você não pode ter vergonha de se abrir para si mesmo, e assumir seus sentimentos. No final do livro, você se sente revigorado.

Entretanto, os 33 dias não são suficientes para soltar ‘todas as frangas’, dependendo da sua bagagem emocional. E para quem leva uma vida corrida, ou tem dias atarefados (a maioria de nós), é complicado seguir a rotina proposta à risca. Muitas vezes eu só tive tempo de ler à noite, então lia o capítulo todo de uma vez, desrespeitando as orientações de manhã, tarde e noite.

A Identidade da Alma é um livro introdutório, que te dá aquele empurrão, te obriga a olhar e reconhecer suas emoções. O resto do serviço continua após a leitura, e cá para nós, continua por toda a vida. Ninguém para de sentir e nem se torna perito em sentimentos com um livro. Eu recomendaria esta leitura deste livro uma vez ao ano, principalmente para quem não faz uso de nenhum outro tipo de terapia. Ele é super válido como ponto de partida, independente de como for lido. Mas o resto é com você.

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