Categoria: Estilo de Vida

Não faça promessas, faça metas

30 dez



E as suas metas, hã?

É isso galera, 2016 está dando seus últimos suspiros…

Este ano foi bem complicado para a maioria das pessoas, inclusive para mim, tendo as dificuldades relação direta com a política e economia do país ou não. Por causa de tantos contratempos, eu sei que tem muita gente querendo ver 2016 pelas costas mesmo, e torce para que 2017 seja melhor. E é justamente aí que entram as promessas de fim de ano que, independente da situação (boa ou má), sempre aparecem nos últimos dias de um ano. Como este é um momento no qual desejamos muito um sopro de esperança, precisamos tomar cuidado para não perder a mão com nossas resoluções para 2017. É para isto que estou aqui trazendo este post, para ajudar a quem quer fazer coisas diferentes no próximo ano, porém não quer se descuidar e perder o foco.

Vamos lá. Vocês perceberam que até o momento eu só falei em promessas? Porque é isso que muita gente faz apenas. Promete melhorar nos estudos, ser um filho/cônjuge mais atencioso, não procrastinar a realização de um sonho, promete emagrecer e muitas outras coisas. Mas a extensão do plano é essa. Muitos ficam no plano do abstrato, não se perguntam o porquê e o como farão tal coisa, tal objetivo. Aí o que acontece? A falta de direcionamento e detalhamento nos faz abandonar coisas que queríamos fazer antes mesmo de começar. Metas abrangentes demais não são metas, são promessas. São sonhos.

Para fazer metas concretas e que não te deem vontade de desistir antes do Dia de Reis, existem alguns passos simples que você pode seguir.

 


 

1.Defina quais serão suas prioridades no próximo ano. É recomendado que você trabalhe em apenas uma ou duas áreas de sua vida por vez, mais do que isso pode te deixar confuso e fazer com que você desmotive com mais facilidade. Por exemplo, se você acha que sua vida pessoal e sua saúde estão jogadas às traças e quer dar mais atenção à elas, então suas metas de fim de ano serão apenas relacionadas a estes dois setores, certo? Você só pode migrar para outra área quando tiver concluído ou mudado seu objetivo inicial.

 

2.Detalhe sua meta o máximo possível. Nada de apenas escrever “Quero estudar inglês” no seu caderninho ou agenda. Já sabemos que isso não é meta. Você precisa de detalhes. Por que você quer estudar inglês? Tem a ver com suas prioridades do passo 1? Seguindo estas perguntas sua meta poderia ser “Quero estudar inglês porque minha prioridade agora é ter melhor posição profissional e isso me ajudará a crescer na minha empresa e/ou conseguir um trabalho melhor na minha área até o fim de 2017.

 

3.Crie passos pequenos que não sejam difíceis demais de realizar. Aqui é onde a gente responde como chegaremos ao nosso objetivo. Imagine uma escada. Você não consegue saltar e voar para chegar até o topo em uma única passada, certo? Às vezes a escada é tão alta que dá até um pouco de desânimo quando olhamos lá pra cima. Mas você consegue subir no degrau que está à sua frente. O mesmo acontece com nossas metas. Se focarmos no objetivo final, nem começaremos porque acharemos difícil demais. É importante criar pequenos passos que sejam atingíveis no seu dia a dia. Por exemplo, se você deseja emagrecer, você hoje pode focar em fazer exercícios por 1 hora e evitar doces e frituras. Imagine-se subindo um degrau da sua escada a cada dia que conseguir cumprir esta tarefa.

 

4.Valorize-se por suas conquistas. É imprescindível que você admita e admire o esforço que faz a cada degrau conquistado. Para metas longas (1 ano ou mais) isso é ainda mais importante. Você pode não estar no topo da escada ainda, mas também não está mais onde começou. Só o fato de você se colocar em movimento disposto a fazer uma mudança na sua vida é maravilhoso. Muitos nem tentam. A cada quilo perdido, comemore, se dê um agrado (que não seja comida, claro). Isso te manterá motivado até o final. E não deixe que ninguém menospreze sua perseverança, só você sabe o que foi preciso para chegar (ou se manter) firme no seu objetivo.

 


 

Espero que estes passos sejam úteis e que vocês consigam realizar o que pretendem em 2017. Não esqueçam de dar atenção a apenas dois setores da sua vida, ok? Depois venham aqui me contar como estão se saindo, ou tirem foto das suas resoluções passo a passo e me marquem no Instagram (@palavrasdestorcidas). Se você já tem um método para não abandonar suas metas, me conte também! Vamos trocar figurinhas. Eu pretendo dar mais foco ao blog e por isso estou criando também uma série de passos, entre eles criar uma pesquisa de opinião com meus leitores, para que nós possamos ficar mais próximos e para que eu saiba certinho o que vocês esperam ler. Passa lá e responde rapidinho! 😉

Desejo a todos um feliz de ano tranquilo. Por mais que 2016 tenha nos decepcionado em vários aspectos, ele também nos trouxe algo de bom (pensa aí que você encontra!), portanto vamos nos despedir dele com alegria e brindar a chegada de 2017 com festa e esperança. O que está ao nosso redor nós não podemos mudar, mas o que está dentro da gente sim! Força galera e até ano que vem.!

(Já respondeu a pesquisa?? Pleease!)

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  • Estudar muito vale a pena?

    15 out



    estudarmuitovaleapena

    Post em homenagem ao dia dos professores! Yay! \o/

    Olá galera!

    Tenho umas perguntinhas e gostaria que vocês me respondessem com sinceridade, mesmo que seja só mentalmente:

    Vocês costumam estudar? Vocês gostam de estudar?

    Eu sou daquelas que sempre acreditou que os estudos eram o único caminho para ter uma vida boa e razoável e para conseguir um emprego legal, mesmo quando ainda não sabia que emprego era esse nem o que eu gostava de fazer. Sempre estudava para as provas, sempre fazia os deveres de casa e tirava boas notas. E não, na época da escola eu não gostava de estudar. Até onde me lembro eu só gostava de estudar inglês (JURA?).

    Ainda me lembro que era comum rotular quem estudava e quem não estudava para as avaliações da escola. Quem tirava notas ‘azuis’ e notas ‘vermelhas’. Eu mesma ficava horrorizada com tais notas vermelhas. Minha família materna é praticamente toda composta de educadores, portanto, eu cresci temendo a recuperação e achando que estudar era minha obrigação. Ir para a sala da direção e levar notificação para casa era quase uma sentença de morte.

    Ao mesmo tempo, eu não me matava de estudar. Acho que eu era boa aluna apenas porque também era cagona (ainda sou! #chora) e porque aprendia rápido.

    Somente no final da faculdade foi que eu comecei a gostar de estudar. Uma professora de Sintaxe me fez perceber porque eu estava ali, naquela sala de universidade e porque eu queria continuar ali e me formar. Até então eu era como muitos outros: eu estudava porque me diziam que era bom, e não porque fazia sentido na minha vida e para as minhas metas. Em outras palavras, eu estudava por estudar.

    Oras, até os 21 anos minhas metas se resumiam ao que eu ia postar no Orkut (RIP).

    E aí eu me formei e me tornei professora (e outras coisas também). Infelizmente comecei a ver um descaso e um desleixo com o universo escolar que eu desconhecia. A coisa tinha evoluído em alguns graus e/ou eu apenas não tinha percebido ainda. Ninguém fazia as tarefas e nem se importava em trazer o material para as aulas. Pouco se presta atenção às aulas, e as distrações são muito mais numerosas do que há 10, 15 anos. #estouvelhamesmo Notas próximas a zero ou mesmo a reprovação deixaram de ser motivos para alarme. Eles simplesmente dão de ombros e esquecem o assunto.

    Já ouvi um aluno dizer que ele nem pretende entrar em uma faculdade, pois vai tentar ser jogador de futebol ou o pai vai arranjar um cargo para ele em algum lugar, e aí ele nunca mais vai precisar estudar na vida. Como se fosse um fardo.

    Aí eu me pergunto: de onde será que vem essa postura? Será que é falta de estímulo em casa, educação ou imaturidade? Essa “evolução” no tempo mais me parece uma regressão se comparada ao meu Ensino Fundamental. Acredito que muitas dessas crianças a quem dou acompanhamento escolar são privilegiadas e ainda não conhecem “a vida real”. Todos estudam em escolas particulares, viajam, estão acostumados a andar de carro e têm celulares modernos.

    A situação se agrava com a explosão de empregos flexíveis e “fáceis” dos últimos anos. A maioria dos adolescentes está bem por dentro das redes sociais e acompanham várias personalidades (jovens como eles) faturando com internet e postergando os estudos. Que mensagem isso envia? Não é preciso concluir os estudos para ganhar muito dinheiro. Quero dizer, eu também consumo esses materiais digitais e tenho consciência que produzir conteúdo para a rede dá muito trabalho, no entanto será que os que ainda estão em formação compreendem isso?

    Enquanto isso, cá nos bastidores, estou eu sonhando com o dia em que terei mais tempo para estudar, porque gosto e não pretendo parar tão cedo. Não estudo somente pelo diploma, estudo para aprender. Claro que também tenho preguiça, fico desmotivada, porém gosto de aprender coisas novas que chamam a minha atenção. Imagina então o nó na garganta que me dá quando escuto algumas abobrinhas por aí….

    Embora ninguém seja obrigado a gostar de estudar, eu ficaria feliz em ter a oportunidade de explicar aos meus alunos que as coisas não são tão simples como eles imaginam, que hoje é raro (e às vezes chato) ficar em um emprego por 30 anos, por exemplo. O mundo está mudando muito rápido e o mesmo acontece com técnicas e cargos. Não há emprego estável e duradouro, e para crescer na profissão (ou no ramo de atividade) é preciso atualização constante. A gente não “termina” de estudar. Não acaba na faculdade, na pós-graduação, ou no mestrado e doutorado.

    Aquele Youtuber ou blogueiro irado pode não ter concluído a faculdade, pode não ter a experiência e nem que enfrentar as mesmas dificuldades de quem acorda cedo, trabalha fora e ganha pouco. Todavia ele(a) teve (e tem) que estudar muito sobre equipamentos, fotografia, edição de vídeo, aplicativos e softwares. A gente só vê o produto final e assume que é fácil. E mesmo com todo o estudo e toda a fama, quem garante que ele fará vídeos para a internet a vida toda?

    Portanto, para quem não quer estudar mais, para quem espera terminar a escola e nunca mais ver os livros… tenho uma boa e uma má notícia. A má notícia é que para ser um profissional legal, independente da área na qual atue, você precisará estudar muito. Seja formal ou informalmente. Já a boa notícia é que quando você encontra uma atividade que te deixa apaixonado, estudar muito para executá-la faz todo o sentido e vale muito a pena.

    Pelo menos essa é a minha opinião.

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  • Vídeo: Feito é melhor que perfeito

    28 maio



    Feito-melhor-perfeito

    Olá galera!

    Hoje a conversa é em vídeo, e da maneira mais bem humorada (e mais bem intencionada) possível, eu tentei passar um pouco para vocês o que penso sobre o perfeccionismo e sobre quem vive sendo mordido pelo bichinho da perfeição.

    Muita gente acha que realmente é possível fazer algo universalmente perfeito (e os diferentes pontos de vista, gente?), e levanta a bandeira do “sou perfeccionista” na lista das qualidades, para mostrar o quanto é proativo e eficiente. Mas será que na prática é tão bom assim querer tudo perfeito? Será que dá pra ser sempre assim?

    Se por acaso a crise do perfeccionismo vive te perturbando e te fazendo refazer várias vezes a mesma coisa, se ela te deixa estressado e frustrado e te faz acreditar que nada nunca está bom o suficiente… bem, acho melhor você assistir o vídeo aí embaixo, tá?

    O vídeo pode não estar perfeito, mas vai que ele te ajuda mesmo assim?

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